quinta-feira, 2 de julho de 2015

poeturquesando


Quando você inventa de brincar com um acróstico para seu pingente:





Absinto-me de mim

(Tetê Macambira)

Absinto te dizer: de leve,
mergulhaste fundo
e a pressão te pesou.

Emergir e não mais imergir
tão ao sob da ponderabilidade.

Versos líquidos e não zygmutianos
mas kriptonítios vêm te alertar:
desiluda-se, a fée verte é você!!

Absinto dizer que mesmo sem quase tujona,
este cotidiano chapado em tons secundários
me vêm sussurrar das fabilidades flébeis.

- Wagner, chame as valquírias que cavalgarei com elas.



absinte roxo

A gente tenta,
Se gasta desgasta,
Na falta de,
Acaba aceitando simulacros
- que não convencem
que não cumprem o prometido.

Porque as pessoas são absinto:
ou se é o verdadeiro que nos satisfaz
ou arroxeia o nosso domingo

deixando um gosto de través

por detrás da língua

e do paladar mal-afeito.
(...e esse gosto de deceptude à flor do esôfago!!!!) 

(Tetê Macambira)



Domingo de Leve

Acordar cedo.
Aliás! - inopinadamente cedo.
Mercado. Frutas. Vendedores. Legumes. Fotógrafos.
Cores. Cheiros. Sons. 

(e o tiozinho simpático me chamando a atenção, " Eh! Princesa! Aqui!" Desviei o foco do matinho crescendo na parede e fiz ótimos cliques das poses dele; mas a melhor foi a última, dele agradecendo com os dois polegares para cima. E foi-se.)
Chegar em casa. 

Refletir as fotos.
Roubo momentos alheios. 

Trafico emoções alheias.
Distribuo instantâneos de autorreconhecimento. 

: fotografo não mais que simulacros da vida.


(e ainda me queixo do decepcionante absinto roxo!) 


(Tetê Macambira)

encarnei nos pés



Gosto de saber onde piso
Gosto muito de saber onde meto meus pés
Gosto mais ainda de que se joguem aos meus pés.

(Tetê Macambira - poetificando de leve as unhas encarnadas)