terça-feira, 12 de maio de 2015

flores de maio no meio de Camus


Flores de maio
No meio do caminho
Camus me diz do absurdo e da revolta.
E as flores de maio sorriem-me
como quem diz: Sísifo, sobe logo!
deixa-te de lero-lero!

Gato, rebeldia que me faz rir.
uma revolta na revolução de cabelos suados
eu, gargalhadas impertinentes

Absurda contramão.
Dramática interação.
Um carinho à base de Camus
Academia dissolvendo máscaras
recriando bonecos
marionetando momentos
estabelecendo caminhos.

(Tetê Macambira)

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