terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Tarde de Domingo
Relaxar. Pernas estendidas.
Um mar de papel à escolha.
Conexão se reorganizando
Tecnologias em suspenso
Tarde transcorrendo tépida
Ventilador cantando lassidões
O blues me invade a vida do instante
Instantâneo clicado em canvas
- Domingos.... dias perfeitos para se acordar à tarde.
(Tetê Macambira)
Jornal com chuva e café
Barulhinho bom de grossas gotas d'água caindo sobre as telhas
Corrida para a frente da casa...
lá, no estreito obrigatório vão entre muro e parede, o jornal...
em plástico semiprotegido, rapidamente recolhido
Rede, café, jornal na mão e um bom filme na TV
- que mais um cidadão poderia querer além de afagar um cão?
"- Quero que você encontre a paz." - diz o rei ao filho, olhando à filha.
(Quantas interpretações errôneas cometemos?
Quantas palavras erradas para as pessoas erradas dizemos?
Quantos atos nossos serão temas de discórdia e desunião?
Retórica, apenas - motes para reflexões infrutíferas, quiçá!)
O fim do mundo pode ter um agente presente: Aedes aegypti.
Dengue, zika, chikungunya... - e prometendo mais.
O fim do mundo é quando você deixa de existir.
"Se minha vida parasse esta batalha, eu a ofereceria. Sem pensar.
O problema é que não podemos escolher.
Uma vez que você coloca a armadura, a sua vida não é mais sua."
Porque olhos marejados machucam mais que os chuvosos
eu me lembrei de ti com carinho ouvindo minha (nossa) música.
Melhor ter aproveitado um pouco ou se nada tivesse aproveitado?
: teu atraso instigando tua chegada, ainda que tardia. Chamego.
Desejando que a amiga do mar tenha melhorado de tanta maresia.
(guerreiramente ativa nas fainas e folias - dançante criatura sóbria)
Torcendo para que o amigo de gestos largos e pensamento rápido
equilibre seus ideais nessa realidade adversa - e me volte; ausência dói.
Saudade muita de muita gente que a vida adulta me obriga à distância.
E a poesia... e a Poesia. Capítulo inacabado, muito a ser lido e escrito.
Traçar prováveis rotas literárias. Possibilidades.
Logística da semana que virá. Reflexão da que passou.
Jornal de domingo é assim: notícias do mundo - e minhas.
Café esquentando memórias e ponderações pósteras.
Tipicamente, um domingo qualquer.
Domingo, seja bem-vindo.
( Tetê Macambira )
janeiro é poesia
Janeiro é poesia.
Poesia de (re)início
poesia de sonhar
- de sonhar o real -
poesia de se fazer
poesia de se criar
verso por verso
estrofe por estrofe
janeiro iniciando a poesia de cada um
e de todos nós, simultaneajaneiramente.
(Tetê Macambira)
(Tetê Macambira)
respondendo a Nicinha DuMar
arando solos áridos, revolvendo e adubando aqui e ali... "tudo tem seu tempo certo" (Ecl, 3) - preparando para novas searas, mudanças pequenas para quem ver de fora - medianas para mim; ideia é seguir. Sempre. Mudanças estruturais esperadas. Situações merecendo certo desdém para se perceber que nada importa, senão a Poesia que existe divinando cada ser. E assim vamos.
calar é uma arte já quase no olvido; lástima! - nunca lembramos que uma boca só, e duas orelhas!!! - devia mesmo era ouvir o dobro do que se fala: idealismo ingênuo, mas ainda que se me gruda à flor que se balança sob o violãozar de Nicinha.
desejos de comer chocolates emagrecedores e manter fofices no jeito e no ser. Ambiguidades tão de todo mundo que nem novidade mais! - desejos impossíveis de pensar, mas sou teimosa; fazer o quê, né?
hoje, primeiro dia de licença compulsória - juntou tanto extra no banco de horas que explodiu em "tiau, a bênção, volte daqui a 3 semanas" - e estou desde esta manhã mastigando essa licença no trabalho - vá entender! Fazer extra durante a licença dos extras .... Coisas de novatice, depois contam-se as horas
e "As horas" - que filme é esse? - não canso mais de rever, sabias?
mas que estou fugindo de assunto do mais importante: tuas cachoeiras de águas doces, afagos agridoces e reflexões amargas - que mix curioso!...
quero sentir as modulações de tua voz em contando todas essas quedas d'águas de afetos e refeitos.
volta, moça se ameninando nessas estradas de porvir e vem me contar dessas águas em que te desaguaste toda. quero ouvir murmurar igarapés, rios, lagos e lagoas e o marulhar de mares longínquos que navegaram só para visitar teus cabelos musicais.
aguardo teu retorno gelando vinhos doces como o amargo despedir-se do grande amor - que precisamos sempre colher o doce na mais amarga amêndoa.
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