segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Jornal com chuva e café

Barulhinho bom de grossas gotas d'água caindo sobre as telhas Corrida para a frente da casa... lá, no estreito obrigatório vão entre muro e parede, o jornal... em plástico semiprotegido, rapidamente recolhido Rede, café, jornal na mão e um bom filme na TV - que mais um cidadão poderia querer além de afagar um cão? "- Quero que você encontre a paz." - diz o rei ao filho, olhando à filha. (Quantas interpretações errôneas cometemos? Quantas palavras erradas para as pessoas erradas dizemos? Quantos atos nossos serão temas de discórdia e desunião? Retórica, apenas - motes para reflexões infrutíferas, quiçá!) O fim do mundo pode ter um agente presente: Aedes aegypti. Dengue, zika, chikungunya... - e prometendo mais. O fim do mundo é quando você deixa de existir. "Se minha vida parasse esta batalha, eu a ofereceria. Sem pensar. O problema é que não podemos escolher. Uma vez que você coloca a armadura, a sua vida não é mais sua." Porque olhos marejados machucam mais que os chuvosos eu me lembrei de ti com carinho ouvindo minha (nossa) música. Melhor ter aproveitado um pouco ou se nada tivesse aproveitado? : teu atraso instigando tua chegada, ainda que tardia. Chamego. Desejando que a amiga do mar tenha melhorado de tanta maresia. (guerreiramente ativa nas fainas e folias - dançante criatura sóbria) Torcendo para que o amigo de gestos largos e pensamento rápido equilibre seus ideais nessa realidade adversa - e me volte; ausência dói. Saudade muita de muita gente que a vida adulta me obriga à distância. E a poesia... e a Poesia. Capítulo inacabado, muito a ser lido e escrito. Traçar prováveis rotas literárias. Possibilidades. Logística da semana que virá. Reflexão da que passou.
Jornal de domingo é assim: notícias do mundo - e minhas. Café esquentando memórias e ponderações pósteras. Tipicamente, um domingo qualquer.
Domingo, seja bem-vindo.

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