CENA 1
Local: Sala de cinema. O filme termina. Créditos rodando na grande tela. Luz acende. Pessoas se levantam e se vão. Menos as duas. Ficam sentadas, ignorando olhares enviesados dos outros, presas no seguinte diálogo:
Local: Sala de cinema. O filme termina. Créditos rodando na grande tela. Luz acende. Pessoas se levantam e se vão. Menos as duas. Ficam sentadas, ignorando olhares enviesados dos outros, presas no seguinte diálogo:
CAMUSIANA: Existencialista! esse filme é existencialista! Tu não achaste? A escolha que ela fez!?.
SARTRIANA (baixa a cabeça, franze levemente o cenho): Olha, tudo pode ser considerado existencialista.
CAMUSIANA (refletindo também, por sua vez): É verdade! - mas tu achas que ela escolheu o melhor caminho ou apenas o que lhe era mais confortável porquanto conhecido desde a infância?
SARTRIANA (cautelosa): É... ficou meio dividido , isso...
BEAUVOIRIANA (vindo apressar as duas para saírem): Ela fez foi escolher o melhor! porque um relacionamento é só um relacionamento e não dá nada para a mulher! O que faz um relacionamento para uma mulher? - nada! nada!
SARTRIANA (cautelosa): É... ficou meio dividido , isso...
BEAUVOIRIANA (vindo apressar as duas para saírem): Ela fez foi escolher o melhor! porque um relacionamento é só um relacionamento e não dá nada para a mulher! O que faz um relacionamento para uma mulher? - nada! nada!
Saem. Fecha o pano.
Uma teoria estudada pode influenciar a opinião acerca de um filme? Aliás, o que não influencia uma pessoa? Propaganda, música ouvida do vizinho todo santo dia, os pais, os amigos,... os ídolos. Somos todos sujeitados às influências. Mas temos o livre arbítrio para selecionar as que queremos absorver. Ou não. E o que seria a existência sem a subjetivação alterada pela alteridade?
Uma teoria estudada pode influenciar a opinião acerca de um filme? Aliás, o que não influencia uma pessoa? Propaganda, música ouvida do vizinho todo santo dia, os pais, os amigos,... os ídolos. Somos todos sujeitados às influências. Mas temos o livre arbítrio para selecionar as que queremos absorver. Ou não. E o que seria a existência sem a subjetivação alterada pela alteridade?
Questões que sejam respondidas com outras perguntas não levam a nada, afinal de contas.
Porque, no final das contas, tudo é uma questão de existência.
(Tetê Macambira)

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